Por Luan Claudio
O que um time poderia fazer na lanterna na metade do campeonato e vendendo o artilheiro e craque do time nesta situação? Normalmente este time faria um péssimo segundo turno e seria rebaixado no final. Mas não foi o que aconteceu com o Freiburg, que melhorou e muito, após a saída do artilheiro Cissé e conseguiu se manter na 1.Bundesliga, o que justifica o título deste post.
Em 2010/2011, o Freiburg conseguiu o nono lugar, numa campanha em que brilharam as estrelas do artilheiro Papiss Cissé (vice-artilheiro do campeonato com 22 gols), o zagueiro Omer Toprak, um dos melhores da temporada e principalmente do treinador Robin Dutt, que conseguiu levar um time formado por jogadores que ninguém conhecia a um lugar digno na tabela.
O Freiburg começou a temporada com duas baixas importantes em seu elenco: justamente dois dos citados acima foram vendidos, o zagueiro Toprak e o técnico Robin Dutt, ambos para o Bayer Leverkusen. Apesar destas baixas consideráveis, o time conseguiu manter a dupla de ataque formada por Papiss Cissé e Cedric Makiadi, para assim estar em melhores condições de evitar um provável descenso em 2011/2012.
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| Sob a dependência de Papiss Cissé, o Freiburg começou a temporada contra os atuais campeões, e em Dortmund perdeu de 4 a 0. O time tinha que mudar... |
Com esses números pífios no 1º turno, foi difícil segurar o seu melhor jogador por mais tempo e Papiss Cissé, que era um dos artilheiros do campeonato, foi vendido para o Newcastle, da Inglaterra, em janeiro. Daí pra frente o Freiburg foi outro time. Não só pela venda de Cissé, mas muito também pela chegada do novo treinador, Christian Streich, que arrumou a casa, deu um jeito na defesa e conseguiu fazer o time permanecer na 1ª divisão alemã.
Se no turno a equipe havia conseguido apenas 3 vitórias, no returno foram 6. As derrotas deram lugar a empates, que ajudavam na pontuação da equipe. O time só perdeu 4 vezes no segundo turno. A defesa foi reforçada com bons nomes: Michael Lumb (Zenit), Andreas Hinkel (sem clube) e Falllou Diagné (Metz) deram uma consistência ao setor e o time passou a sofrer menos gols, mas ainda assim terminou como a 3ª pior defesa da competição.
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| Mesmo saindo no meio da temporada, Cissé foi um dos que mais entrou em campo na temporada. Depois de sua saída ninguém conseguiu se firmar no comando de ataque. |
A grande decepção do elenco foi o atacante Ivan Santini. O jogador chegou do Zadar, da Croácia, com status de artilheiro do campeonato croata e foi logo pegando a camisa 9, que era de Cissé. Mas Santini acabou decepcionando, esteve em campo em 10 jogos, na maioria deles vindo do banco de reservas, e não marcou nenhum gol na Bundesliga. O empréstimo dele com o Freiburg terminou e ele voltará à Croácia na próxima temporada.
Enfim, o Freiburg mostrou que há vida sem Papiss Cissé, e o que tava ruim, acabou melhorando sem o senegalês. As expectativas para a próxima temporada são boas. Christian Streich terá uma pré-temporada para reforçar a equipe e terá o time nas mãos desde o início do campeonato, o que poderá fazer com que o time não brigue mais por rebaixamento e passe a pensar em vôos mais altos na Bundesliga.















