Tudo foi acontecendo conforme o previsto. Jornalistas, torcedores e até simpatizantes dos bodes tentaram acreditar que o time de Podolski não seria rebaixado para a 2.Bundesliga. Nem tanto pelo péssimo plantel, mas pela camisa. Mas o tri-campeão alemão voltou seis anos atrás e viu, mais uma vez, a segundona bater à porta no início do mês.
![]() |
| A última e trágica lembrança de um ano que deve ser esquecido em Colôna. |
A temporada 2011/2012 já começara conturbada em Colônia. Sem fazer grandes investimentos, o time precisou apostar no norueguês Stale Solbakken para dirigir a equipe. No último torneio, os bodes terminaram no meio da tabela, com 44 pontos, e com nenhum técnico no comando. Solbakken chegou ao clube após ficar conhecido por levar o Copenhagen às oitavas de final da Liga dos Campeões. Em pouco tempo de casa, tirou a faixa de capitão de Podolski, reclamou das condições e estruturas do centro de treinamento e, claro, ganhou antipatia geral da galera.
Em meados de setembro, o time já deixava claro suas dificuldades e os problemas que viriam a acarretar o descenso: uma equipe limitada que apresentava falhas visíveis principalmente na defesa. Um meio campo com pouca produtividade não conseguia acompanhar o raciocínio de um craque, que diante daquilo tudo, tentava (muitas vezes sozinho) ‘fazer chover naquele sertão’. E se havia água, as do Rio Reno apareciam apenas para comprovar que estariam contra o time e a cidade, que abre passagem para suas correntezas.
O primeiro turno do Colônia destacou o que ele pôde fazer de melhor. Uma vitória aqui, outros três pontos ali, e a equipe terminou em 10º lugar, apesar do pífio aproveitamento de 40%. Nas primeiras 17 rodadas, a equipe alcançou a fraca marca que não atingira em todo o restante do campeonato ao somar 6 pontos em 6 disputados. O elenco/diretoria sofreu um baque com a queda do ex-presidente, Wolfgang Overath, no início de 2012, e demorou muito a perceber que Solbakken não passara de uma aposta mal sucedida. O pior ainda estava por vir.
Sem presidente e diretor esportivo para ser o responsável pelas contratações, o Colônia seguiu sua caminhada tranquila e relaxada rumo a porta dos fundos. No segundo turno, os bodes somaram apenas 9 pontos em 17 jogos. A pior defesa do campeonato venceu apenas três jogos fora de casa. Os resultados foram tão ruins que quando Solbakken deixou a equipe, na 30ª rodada, o time já mantinha um sequência negativa de 2 pontos conquistados em 27. Não restou muita coisa a fazer. Quando já faltavam sete rodadas para o fim, o Colônia entrou na zona vermelha e de lá não saiu mais.
Frank Schäfer, antigo auxiliar técnico e treinador do Colônia em anos anteriores, ficou com o pepino, tentando transformar pedra em pão e alimentar a torcida de esperança. A quinta melhor média de público do último campeonato fez bonito, acreditou até não poder mais. Nos quatro jogos, os bodes somente empataram com o Stuttgart (1:1) e perderam para Gladbach, Freiburg e Bayern (3:0 e dois 4:1).Aí a torcida não aguentou. Na última partida, na despedida de Podolski, as homenagens ao príncipe, como é chamado, foram todas por água abaixo, e aí sim, o leite da cabra azedou de vez.
Fogo nas cadeiras, destruição do estádio. Se a última imagem é a que fica, o Colônia se despediu desta maneira da elite. Foi a cena mais amarga que os olhos de Podolski miraram em seus 14 anos dedicados ao time. O resumo de uma temporada mal planejada, sem time, sem planos, sem palavras.
O atual presidente, Werner Spinner, corre contra o tempo para buscar ao menos um diretor. Alguém com bons olhos para melhorar esse equipe que dependeu de Lukas Podolski de corpo e alma. Ele foi com toda certeza o melhor jogador do time. Não só por fazer metade dos gols e participar de quase todas as boas jogadas. Mas por que foi quem realmente quem fez algo na equipe. Depois de Podolski, talvez Clemens tenha sido o jogador que mais se aproximou, nos quesitos futebol e inteligência, ainda que a disparidade continuasse bem grande.
Já a fila do “bola-murchas” é vasta, mas podemos destacar dois: Lanig, de volante, e Sereno na zaga, pela falta de técnica, constantes falhas e pelo péssimo hábito de tentar compensá-las em faltas grosseiras e consequentes cartões amarelos e vermelhos.
Agora é encarar a 2.Bundesliga em agosto que vem. Desta vez, o buraco é mais embaixo, e o FC Köln o verá novamente pela quinta vez nos últimos dez anos. Camisa e tradição, o time tem. Estádio (até parece ironia) e torcida também. Faltam onze jogadores, no mínimo, e um elenco para que um jogador não tenha que se desdobrar para ser todos ao mesmo tempo.
Lembrando que Podolski já ‘foi’ para o Arsenal, sem o príncipe, conseguirão os bodes reinar novamente?
Em meados de setembro, o time já deixava claro suas dificuldades e os problemas que viriam a acarretar o descenso: uma equipe limitada que apresentava falhas visíveis principalmente na defesa. Um meio campo com pouca produtividade não conseguia acompanhar o raciocínio de um craque, que diante daquilo tudo, tentava (muitas vezes sozinho) ‘fazer chover naquele sertão’. E se havia água, as do Rio Reno apareciam apenas para comprovar que estariam contra o time e a cidade, que abre passagem para suas correntezas.
O primeiro turno do Colônia destacou o que ele pôde fazer de melhor. Uma vitória aqui, outros três pontos ali, e a equipe terminou em 10º lugar, apesar do pífio aproveitamento de 40%. Nas primeiras 17 rodadas, a equipe alcançou a fraca marca que não atingira em todo o restante do campeonato ao somar 6 pontos em 6 disputados. O elenco/diretoria sofreu um baque com a queda do ex-presidente, Wolfgang Overath, no início de 2012, e demorou muito a perceber que Solbakken não passara de uma aposta mal sucedida. O pior ainda estava por vir.
Sem presidente e diretor esportivo para ser o responsável pelas contratações, o Colônia seguiu sua caminhada tranquila e relaxada rumo a porta dos fundos. No segundo turno, os bodes somaram apenas 9 pontos em 17 jogos. A pior defesa do campeonato venceu apenas três jogos fora de casa. Os resultados foram tão ruins que quando Solbakken deixou a equipe, na 30ª rodada, o time já mantinha um sequência negativa de 2 pontos conquistados em 27. Não restou muita coisa a fazer. Quando já faltavam sete rodadas para o fim, o Colônia entrou na zona vermelha e de lá não saiu mais.
Frank Schäfer, antigo auxiliar técnico e treinador do Colônia em anos anteriores, ficou com o pepino, tentando transformar pedra em pão e alimentar a torcida de esperança. A quinta melhor média de público do último campeonato fez bonito, acreditou até não poder mais. Nos quatro jogos, os bodes somente empataram com o Stuttgart (1:1) e perderam para Gladbach, Freiburg e Bayern (3:0 e dois 4:1).Aí a torcida não aguentou. Na última partida, na despedida de Podolski, as homenagens ao príncipe, como é chamado, foram todas por água abaixo, e aí sim, o leite da cabra azedou de vez.
Fogo nas cadeiras, destruição do estádio. Se a última imagem é a que fica, o Colônia se despediu desta maneira da elite. Foi a cena mais amarga que os olhos de Podolski miraram em seus 14 anos dedicados ao time. O resumo de uma temporada mal planejada, sem time, sem planos, sem palavras.
O atual presidente, Werner Spinner, corre contra o tempo para buscar ao menos um diretor. Alguém com bons olhos para melhorar esse equipe que dependeu de Lukas Podolski de corpo e alma. Ele foi com toda certeza o melhor jogador do time. Não só por fazer metade dos gols e participar de quase todas as boas jogadas. Mas por que foi quem realmente quem fez algo na equipe. Depois de Podolski, talvez Clemens tenha sido o jogador que mais se aproximou, nos quesitos futebol e inteligência, ainda que a disparidade continuasse bem grande.
Já a fila do “bola-murchas” é vasta, mas podemos destacar dois: Lanig, de volante, e Sereno na zaga, pela falta de técnica, constantes falhas e pelo péssimo hábito de tentar compensá-las em faltas grosseiras e consequentes cartões amarelos e vermelhos.
Agora é encarar a 2.Bundesliga em agosto que vem. Desta vez, o buraco é mais embaixo, e o FC Köln o verá novamente pela quinta vez nos últimos dez anos. Camisa e tradição, o time tem. Estádio (até parece ironia) e torcida também. Faltam onze jogadores, no mínimo, e um elenco para que um jogador não tenha que se desdobrar para ser todos ao mesmo tempo.
Lembrando que Podolski já ‘foi’ para o Arsenal, sem o príncipe, conseguirão os bodes reinar novamente?















