O árbitro que no último final de semana tentou se suicidar antes de um jogo da Bundesliga sofria de depressão, que o impediu de lidar com a pressão do público sobre as suas atuações dentro das quatro linhas.
O diagnóstico foi apresentado por Sven Menke, advogado de Babak Rafati que, aos 41 anos, foi encontrado na banheira do quarto de hotel, duas horas antes do confronto entre Colônia e Mainz, no último sábado (19/11).
Babak Rafati já teve alta do hospital, e foi nesse período que, de acordo com os médicos, lhe foi diagnosticado seu distúrbio psiquiátrico cujos primeiros sintomas começaram a se revelar há um ano e meio.
"Na auto- avaliação do Sr. Rafati, a pressão crescente na atuação como árbitro e a pressão da comunicação social ligada a isso – em conjunto com o medo permanente de errar – tornou-se um fardo cada vez maior. Um fardo que, a certa altura, tornava os problemas do dia-a-dia sem solução" - Afirmou Sven Menke.
O advogado diz que Babak Rafati decidiu "lidar abertamente com a doença e encará-la" e que, depois da terapia, pretende "retomar a sua vida normal, também como árbitro".
Este acaso não é isolado no futebol germânico. Em 2009, a depressão levou Robert Enke (que passou pelo Benfica e na época jogava pelo Hannover) a pôr termo à vida. Em setembro deste ano, o treinador Ralf Rangnick deixou o banco do Schalke 04 com um esgotamento, devido ao excesso de pressão e sucessivas cobranças relativas ao seu rendimento.












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